Restituição do Imposto de Renda 2026 começa em maio: veja quem recebe primeiro
A restituição do Imposto de Renda 2026 já tem calendário definido pela Receita Federal. Os pagamentos começam no final de maio e seguem até agosto, sempre no último dia útil de cada mês.
A restituição ocorre quando o contribuinte paga mais imposto ao longo do ano do que deveria. Nesse caso, após o envio da declaração, a Receita Federal devolve o valor excedente diretamente na conta bancária indicada ou por meio de chave Pix vinculada ao CPF.
Uma mudança importante em 2026 é que o pagamento ocorrerá em quatro lotes, diferente dos anos anteriores, quando eram liberados cinco lotes de restituição.
Além disso, o prazo para envio da declaração influencia diretamente a posição do contribuinte na fila de pagamento. Quem entrega antes tende a receber a restituição mais rapidamente, desde que não haja pendências ou inconsistências na declaração.
Datas da restituição do Imposto de Renda 2026
A Receita Federal definiu quatro datas principais para o pagamento da restituição neste ano. Os depósitos serão realizados no último dia útil de cada mês, seguindo o calendário abaixo.
Primeiro lote
29 de maio de 2026
Segundo lote
30 de junho de 2026
Terceiro lote
31 de julho de 2026
Quarto lote
31 de agosto de 2026
Segundo a Receita Federal, o primeiro lote coincide com o último dia do prazo para envio da declaração. No entanto, apenas contribuintes que entregarem o documento antecipadamente poderão ser incluídos nesse primeiro pagamento.
Outro detalhe importante é que, para receber já no primeiro lote, a declaração deve ser enviada até cerca de 10 de maio, permitindo tempo suficiente para processamento pelo sistema da Receita.
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Quem tem prioridade na restituição do Imposto de Renda?
A legislação brasileira estabelece uma ordem de prioridade para o pagamento da restituição. Esse critério busca garantir maior rapidez para grupos considerados mais vulneráveis ou que possuem tratamento legal diferenciado.
A ordem de prioridade segue as seguintes regras.
Idosos com 80 anos ou mais
Contribuintes com idade igual ou superior a 80 anos têm prioridade máxima no recebimento da restituição.
Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave
O segundo grupo prioritário inclui:
- Idosos com 60 anos ou mais
- Pessoas com deficiência
- Pessoas diagnosticadas com doenças graves previstas em lei
Professores cuja principal renda seja o magistério
Profissionais que têm o magistério como principal fonte de renda também recebem prioridade na restituição.
Contribuintes que usaram declaração pré-preenchida e Pix
Nos últimos anos, a Receita Federal passou a incentivar o uso de ferramentas digitais. Por isso, contribuintes que utilizam a declaração pré-preenchida e escolhem receber por Pix com chave CPF ganham prioridade adicional.
Contribuintes que usaram pré-preenchida ou Pix
Quem utilizou apenas uma dessas opções também recebe prioridade, mas em nível inferior ao grupo anterior.
Demais contribuintes
Por fim, entram os demais declarantes, cuja restituição segue a ordem de envio da declaração.
Por que enviar a declaração cedo pode acelerar a restituição?
Além das prioridades legais, o momento do envio da declaração também influencia diretamente na restituição.
A Receita Federal processa as declarações em ordem cronológica. Assim, contribuintes que enviam o documento nos primeiros dias da temporada têm mais chances de receber nos primeiros lotes.
No entanto, a declaração precisa estar correta. Caso o contribuinte caia na chamada “malha fina”, o pagamento da restituição fica suspenso até que a situação seja regularizada.
Entre os erros mais comuns estão:
- Informar rendimentos incorretos
- Omitir fontes de renda
- Declarar dependentes duplicados
- Informar despesas médicas inconsistentes
Como funciona o pagamento da restituição do Imposto de Renda
O valor da restituição é depositado diretamente na conta bancária informada na declaração ou por meio de chave Pix vinculada ao CPF.
Segundo a Receita Federal, o pagamento ocorre automaticamente após o processamento da declaração e a inclusão no lote correspondente.
Caso a conta informada esteja incorreta ou seja encerrada, o valor é enviado ao Banco do Brasil, onde ficará disponível por até um ano para resgate pelo contribuinte.
Após esse prazo, será necessário solicitar novamente a restituição junto à Receita.
Correção do valor da restituição do Imposto de Renda
A restituição do Imposto de Renda é corrigida pela taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira definida pelo Banco Central.
O cálculo funciona da seguinte forma:
- Correção pela Selic acumulada desde maio
- Acréscimo de 1% no mês do pagamento
Depois que o valor é depositado, não há mais atualização monetária, independentemente da data em que o contribuinte sacar ou movimentar o dinheiro.
Como consultar a restituição do Imposto de Renda
O contribuinte pode verificar se a restituição foi liberada diretamente no site da Receita Federal.
A consulta exige três informações básicas:
- CPF
- Data de nascimento
- Ano da declaração (exercício 2026)
Também é possível acompanhar a situação da declaração pelo serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível no portal oficial da Receita.
Esse sistema permite consultar:
- Processamento da declaração
- Pendências fiscais
- Situação da restituição
- Histórico de declarações anteriores
Outra alternativa é usar o aplicativo oficial da Receita Federal para celular, disponível para Android e iOS.
O que são lotes residuais de restituição
Mesmo após o encerramento dos quatro lotes principais, a Receita Federal continua liberando pagamentos chamados de lotes residuais.
Esses depósitos ocorrem normalmente para contribuintes que:
- Retificaram a declaração
- Resolveram pendências com o Fisco
- Saíram da malha fina
Os pagamentos residuais também seguem o padrão de serem liberados no último dia útil dos meses seguintes.
Cuidados para evitar atrasos na restituição do Imposto de Renda
Algumas práticas simples podem ajudar o contribuinte a receber a restituição do Imposto de Renda mais rapidamente.
Entre elas:
- Conferir todos os informes de rendimento antes de declarar
- Usar a declaração pré-preenchida quando possível
- Informar chave Pix vinculada ao CPF
- Enviar a declaração nos primeiros dias do prazo
- Revisar despesas médicas e educacionais
Segundo a Receita Federal, a maioria das retenções em malha fina ocorre por inconsistências entre as informações do contribuinte e os dados enviados por empresas, bancos e instituições de saúde.
Portanto, revisar cuidadosamente os dados antes do envio é fundamental.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito
