O Brasil contará com uma nova leva de vacinas contra a Covid-19 a partir de 2025. A confirmação veio do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a chegada de 1,3 milhão de doses nesta quinta-feira (1º) como parte de uma estratégia de imunização mais robusta e atualizada para os próximos dois anos. A medida visa manter o controle da pandemia e proteger a população diante das novas variantes do coronavírus, como a JN.1.
A chegada dos imunizantes marca uma nova fase na campanha nacional, que agora contará com um fornecimento regular e garantido pela farmacêutica Pfizer. A decisão foi motivada por dificuldades com o antigo fornecedor e pelo compromisso do governo federal de oferecer o imunizante mais eficaz aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Imunização garantida para 2025 com vacina mais eficaz
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O contrato fechado com a Pfizer prevê o fornecimento de 57 milhões de doses, com expectativa de 15 milhões reservadas exclusivamente para 2025. A iniciativa representa um avanço logístico importante, com entregas em tempo recorde. “A entrega está chegando aqui em tempo recorde, em 14 dias, mais rápido até do que o período da pandemia da Covid”, afirmou Padilha durante visita ao centro de distribuição em Guarulhos (SP).
O novo contrato tem duração de dois anos, o que garante estabilidade na oferta da vacina. A Pfizer já fornecia doses para o público infantil (até 12 anos) e agora assume também o fornecimento para adultos, fortalecendo a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Substituição de fornecedor e exigência de eficácia
A decisão de trocar o fornecedor ocorreu após a farmacêutica Zalika, que distribuía a vacina Covovax no Brasil, não conseguir atualizar a fórmula para combater a cepa JN.1. Apesar do pedido do Ministério da Saúde, a Anvisa negou a aprovação da nova versão sugerida pela empresa. Com isso, a pasta decidiu encerrar o contrato e iniciar um novo processo de aquisição, optando pela Pfizer, que já detinha a autorização necessária para a nova formulação.
Essa mudança temporariamente afetou a distribuição de vacinas em algumas regiões, o que levou o Ministério da Saúde a alertar estados e municípios sobre possíveis interrupções pontuais. Contudo, com a retomada das entregas, a expectativa é normalizar o abastecimento e garantir a vacinação contínua da população.
Quem deve se vacinar com a nova versão
A vacinação em 2025 terá como foco os grupos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e referendados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). Entre os públicos prioritários estão:
Crianças com menos de cinco anos
Idosos a partir de 60 anos
Gestantes
Pessoas imunocomprometidas
Ribeirinhos e quilombolas
Pessoas com comorbidades
Além desses, qualquer pessoa que ainda não tenha recebido a vacina contra a Covid-19 será incentivada a se imunizar. O ministro reforçou que “quem já tomou a vacina está protegido. Só tem que tomar duas doses por ano os idosos ou os imunocomprometidos”.
Campanha de vacinação contra a gripe também é reforçada
Durante a coletiva, Padilha também anunciou a realização do Dia D da vacinação contra a gripe, marcado para 10 de maio. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal antes do inverno, período em que há aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave.
O público-alvo da campanha inclui, além dos grupos tradicionais, categorias profissionais e sociais como:
Professores do ensino básico e superior
Povos indígenas
Pessoas em situação de rua
Profissionais das forças de segurança e das Forças Armadas
Caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo
Pessoas com deficiência permanente
Funcionários e internos do sistema prisional
Cobertura vacinal em números
Desde o início da imunização contra a Covid-19 em 2021, mais de 568,8 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil. Somente em 2024, foram mais de 12,3 milhões de doses administradas.
Padilha fez um alerta importante: “Sabemos que quando tem uma pandemia, as pessoas acabam procurando mais a vacina. Quando reduzem os casos, como vemos nesse momento, as pessoas baixam a guarda. Não é para baixar a guarda, pelo contrário. É o melhor momento para ficar com a proteção em dia”.
Vacinação é a melhor prevenção
O Ministério da Saúde segue reforçando que a vacinação, tanto contra a Covid quanto contra a gripe, é a forma mais eficaz de prevenir quadros graves de doenças respiratórias, evitar hospitalizações e preservar vidas. A pasta continua recomendando que os estados e municípios mantenham campanhas informativas e reforcem a logística para distribuição das novas doses.
A aplicação será feita conforme a demanda e a adesão da população, com prioridade para os grupos mais vulneráveis. As vacinas mais antigas ainda em estoque poderão ser utilizadas, respeitando o calendário e a orientação local.
Conclusão
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A chegada das novas vacinas contra a Covid-19 e o reforço na campanha contra a gripe representam uma resposta ágil e estruturada do Ministério da Saúde diante dos desafios sanitários atuais.
Com fornecimento garantido até 2025, o país se prepara para enfrentar as próximas estações com maior segurança e proteção imunológica. A responsabilidade agora é compartilhada entre poder público e cidadãos: manter a vacinação em dia é um compromisso coletivo com a saúde de todos.