Com o início do calendário de pagamentos do INSS, muita gente que depende do Benefício de Prestação Continuada (BPC) volta a se perguntar: "será que este ano tem 13º?" Essa dúvida é mais comum do que parece, principalmente entre os milhões de brasileiros que contam com esse suporte assistencial todo mês.
Se você também está de olho nessa possibilidade, fique com a gente! Neste artigo, vamos explicar de forma simples e direta por que o 13º salário ainda não é liberado para quem recebe o BPC, quais são as diferenças entre os tipos de benefícios pagos pelo INSS e quais outras formas de apoio podem ajudar a reforçar a renda de quem está nessa situação.
Entenda o que é o BPC e quem pode receber
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Antes de tudo, é essencial saber o que diferencia o BPC de outros benefícios do INSS, como aposentadorias ou pensões, é uma ajuda mensal no valor de um salário mínimo, garantida pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Ele é destinado a dois grupos principais:
Pessoas com deficiência, de qualquer idade, que estejam em situação de vulnerabilidade financeira
Idosos com 65 anos ou mais, também em condição de baixa renda
A regra básica é: a renda mensal por pessoa da família precisa ser menor que 25% do salário mínimo. Além disso, quem solicita o BPC não pode receber nenhum outro benefício do INSS, como aposentadoria ou pensão.
A solicitação é feita de forma digital, pelo portal Meu INSS ou diretamente no aplicativo oficial, que está disponível para Android e iOS.
Mas afinal, o BPC dá direito ao 13º salário?
Agora vem a resposta que muita gente quer saber: quem recebe o BPC vai ganhar 13º salário em 2025? A resposta do INSS, mais uma vez, é não.
Por que o BPC não inclui gratificação natalina?
A principal razão para a ausência do 13º salário é a natureza do benefício. O BPC é classificado como um benefício assistencial, ou seja, não está ligado às contribuições previdenciárias. É diferente da aposentadoria ou da pensão, que só são pagas a quem contribuiu com a Previdência Social.
Como o BPC é pago com recursos da assistência social, e não da Previdência, ele não segue as mesmas regras de gratificações, como o 13º. Esse tipo de pagamento extra é obrigatório apenas para quem tem vínculo com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou trabalha com carteira assinada, conforme determina a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Existe alguma chance do 13º ser incluído no futuro?
Apesar da pressão de parte da população e de alguns movimentos sociais, não há nenhuma previsão legal para a criação de um 13º salário dentro do BPC. E o principal obstáculo é o impacto no orçamento público.
Para se ter uma ideia, milhões de brasileiros recebem esse benefício todo mês. Se o governo resolvesse pagar um mês extra por ano a esse público, o gasto seria bilionário. Ou seja, uma medida como essa exigiria aprovação no Congresso Nacional, planejamento fiscal e mudanças profundas na legislação — o que, até agora, não saiu do papel.
Quais outras ajudas podem reforçar a renda de quem recebe o BPC?
Mesmo sem o 13º, quem está no BPC pode contar com alguns auxílios extras e benefícios sociais que ajudam bastante no dia a dia.
Apoio oferecido por prefeituras e estados
Muitos municípios possuem programas que ajudam famílias em situação de vulnerabilidade. Os exemplos mais comuns são:
Distribuição de cestas básicas
Isenção em contas de luz e água
Descontos em tarifas de transporte público
Acesso a medicamentos gratuitos
Esses programas variam de acordo com a região, então vale procurar o CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) mais próximo para saber o que está disponível onde você mora.
Benefícios em situações excepcionais
Em momentos de crise, como desastres naturais ou pandemias, o governo federal pode aprovar programas temporários de ajuda financeira. Foi o caso do Auxílio Emergencial, pago durante a pandemia de COVID-19, que beneficiou também quem recebia o BPC.
Nesses casos, a liberação depende da criação de uma nova lei, aprovada pelo Congresso, com validade por tempo limitado.
Outros direitos garantidos para quem está no BPC
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Além da renda mensal, o BPC garante acesso a direitos e isenções importantes, que nem todo mundo conhece.
Gratuidade no transporte público
Em várias cidades, beneficiários do BPC podem andar de graça nos ônibus, metrôs e trens. E em viagens interestaduais, como de um estado para outro, também pode haver isenção na passagem — principalmente para pessoas com deficiência.
Isenção em concursos e documentos
Quem recebe o BPC pode pedir isenção da taxa de inscrição em concursos públicos, além de ter direito a tirar documentos como RG e certidões sem pagar nada, dependendo do estado.
Prioridade em programas sociais
Os beneficiários também têm preferência em políticas públicas de habitação e inclusão social, como o Minha Casa, Minha Vida e ações do governo voltadas para moradia digna.
Auxílio-Inclusão
Para pessoas com deficiência que conseguem emprego formal, existe o Auxílio-Inclusão, um valor adicional pago pelo governo. Ele serve como estímulo à inserção no mercado de trabalho e pode ser solicitado por quem recebia o BPC e começou a trabalhar com carteira assinada.
Como acompanhar novidades sobre o BPC?
Quer ficar por dentro de tudo que pode mudar no BPC? Veja os principais canais para consultar informações confiáveis:
Meu INSS (site e aplicativo): para consultar pagamentos, solicitar benefícios e acompanhar processos
Telefone 135: canal direto com o INSS, funciona de segunda a sábado
CRAS e CadÚnico: para verificar direitos complementares e programas locais
Redes sociais oficiais do INSS e do governo: publicam avisos, alertas e mudanças de regras
Além disso, grupos e páginas de apoio em redes sociais também ajudam bastante na hora de tirar dúvidas e compartilhar experiências.
Conclusão: o 13º salário ainda não faz parte do BPC, mas há alternativas
Embora o tão desejado 13º salário não esteja previsto para quem recebe o BPC, o benefício continua sendo uma base importante de sustentação para milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.
E mesmo sem a gratificação de fim de ano, existem formas de complementar a renda e garantir direitos essenciais. O segredo está em se manter informado, buscar os programas disponíveis no seu município e, sempre que possível, contar com o apoio de assistentes sociais e órgãos oficiais.
Fique atento aos canais do INSS e do governo, e não deixe de verificar se você tem direito a outros auxílios que podem aliviar o orçamento da sua família.