Com a chegada de 2025, os brasileiros já começam a sentir os impactos do reajuste do salário mínimo, que subiu para R$ 1.518. Esse aumento não afeta apenas os trabalhadores assalariados, mas também tem reflexos diretos nas contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Se você contribui para a Previdência, seja como empregado, autônomo ou facultativo, precisa estar por dentro das mudanças para evitar problemas e manter sua regularidade junto ao INSS. A seguir, explicamos detalhadamente como calcular as novas alíquotas, os valores atualizados dos benefícios e como gerar a guia de pagamento corretamente.
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O que muda nas contribuições ao INSS com o novo salário mínimo?
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Sempre que o salário mínimo passa por reajuste, os valores de contribuição previdenciária são automaticamente alterados. No caso de trabalhadores com carteira assinada, esse ajuste é feito diretamente pelo empregador, sem que o funcionário precise se preocupar.
Já os profissionais autônomos, contribuintes individuais e segurados facultativos precisam ficar atentos para atualizar os pagamentos conforme as novas alíquotas e faixas salariais estabelecidas. O pagamento deve ser realizado até o dia 15 de cada mês, com base na remuneração recebida no mês anterior.
Os percentuais de contribuição variam de acordo com a categoria do segurado. Veja como ficam os valores atualizados:
Para trabalhadores de carteira assinada
A tabela progressiva do INSS para empregados com registro formal é composta por diferentes faixas salariais, com alíquotas aplicadas de forma escalonada:
7,5% para quem recebe até R$ 1.818,38
9% para salários entre R$ 1.818,39 e R$ 3.030,50
12% para rendimentos entre R$ 3.030,51 e R$ 6.101,06
14% para valores entre R$ 6.101,07 e R$ 8.157,41
O desconto é calculado diretamente no holerite, e o empregador se responsabiliza pelo repasse ao INSS.
Para autônomos e contribuintes individuais
Os trabalhadores autônomos, que prestam serviços sem vínculo empregatício, devem calcular sua contribuição mensalmente com base nas seguintes regras:
Contribuição padrão: 20% sobre o valor do rendimento, respeitando o piso de R$ 1.518 e o teto previdenciário de R$ 8.157,41.
Plano Simplificado: opção para quem deseja contribuir com 11% do salário mínimo, garantindo benefícios como aposentadoria por idade. Com o reajuste, essa contribuição passa a ser de R$ 166,98.
Baixa renda: pessoas sem atividade remunerada formal, como donas de casa de baixa renda, podem contribuir com 5% do salário mínimo, o que equivale a R$ 75,90 mensais.
O pagamento da guia deve ser feito dentro do prazo para evitar juros e multas.
Atualização dos benefícios previdenciários
O aumento do salário mínimo também impacta os benefícios pagos pela Previdência Social. Com o novo valor de R$ 1.518, esse passa a ser o piso das aposentadorias, pensões e auxílios, além de benefícios assistenciais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Já para quem recebe acima do mínimo, o reajuste é baseado na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), garantindo a correção dos valores de acordo com a variação do custo de vida.
Como gerar a Guia da Previdência Social (GPS)?
Se você é um contribuinte individual, autônomo ou facultativo, é necessário emitir a Guia da Previdência Social (GPS) mensalmente para manter seus pagamentos em dia. Felizmente, esse processo pode ser feito de forma online e sem burocracia.
Selecione a opção “Emitir GPS” e escolha o tipo de contribuição correspondente.
Informe o período de contribuição (mês de referência).
O sistema calculará automaticamente o valor a ser pago conforme a alíquota escolhida.
Gere a guia e efetue o pagamento através de bancos, lotéricas ou internet banking.
Se houver atraso, é possível calcular e regularizar guias pendentes dos últimos cinco anos, porém, com acréscimo de juros e multa.
Por que manter as contribuições do INSS em dia?
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O pagamento regular ao INSS garante que o segurado tenha acesso a diversos direitos previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.
Além disso, períodos sem contribuição podem dificultar a obtenção de benefícios no futuro, pois podem ser necessários pagamentos retroativos para completar o tempo mínimo exigido para aposentadoria.
O reajuste do salário mínimo trouxe mudanças importantes para quem contribui com o INSS, exigindo atenção especial de autônomos e segurados individuais. Para evitar problemas, é essencial entender as novas alíquotas, calcular corretamente os valores e manter os pagamentos sempre em dia.
Em caso de dúvidas sobre os valores ou regras de contribuição, o telefone 135 do INSS está disponível para atendimento.