Tutores de cães têm menor risco de desenvolver demência
Um estudo recente traz boas notícias para os idosos que possuem cães. Publicada na edição de dezembro do periódico Preventive Medicine Reports, a pesquisa indica que pessoas com mais de 65 anos que têm cães são 40% menos propensas a desenvolver demência.
O estudo sugere que a presença de um cachorro aumenta consideravelmente a atividade física e as interações sociais dos idosos, especialmente durante os passeios. Estas atividades são essenciais para a manutenção da saúde cerebral e para prevenir o declínio cognitivo associado à demência.
Pesquisadores do Instituto Metropolitano de Gerontologia de Tóquio analisaram mais de 12 mil moradores e observaram um aumento nas atividades ao ar livre entre os donos de cães, promovendo mais interações humanas e estímulos cerebrais. Após quatro anos de pesquisa, foi constatado que a posse de um cão pode ter um "efeito supressivo" sobre o desenvolvimento da demência.
Além dos benefícios a longo prazo, interagir com animais de estimação pode também reduzir imediatamente os níveis de estresse. Um estudo da Universidade de Wollongong aponta que acariciar um cão por apenas 20 minutos pode diminuir significativamente os níveis do hormônio do estresse, cortisol, em humanos.
- O contato com cães promove bem-estar instantâneo e sustentado.
- Os cães incentivam o exercício e a socialização, fundamentais para a saúde mental dos idosos.
- A posse responsável de pets pode ser uma estratégia de saúde pública para combater a demência.
Este estudo reafirma o papel significativo dos animais de estimação na melhoria da qualidade de vida dos idosos, oferecendo não apenas companhia, mas também um motivo para se manter ativo e social. Adotar um cachorro pode ser mais do que um ato de amor, pode ser uma medida eficaz para a preservação da saúde mental.
Imagem: Portal Plural